quarta-feira, 2 de maio de 2012

vale do aço / VALE





Ex-diretor-presidente da MMX assume cargo na Vale

RIO - A Vale anunciou hoje a entrada de Roger Downey, ex-diretor-presidente da MMX, como novo diretor executivo de fertilizantes e carvão da empresa. Downey irá substituir Eduardo de Salles Bartolomeo que, segundo comunicado da Vale, está deixando a companhia.

Downey saiu da MMX no ano passado, alegando motivos pessoais. Em comunicado, a Vale lembrou que, além da MMX, o executivo já tinha ocupado cargos como diretor de equity research do Banco Credit Suisse de 2005 a 2009; e gerente de marketing estratégico de minério de ferro da Vale, em 2005. O executivo também passou pelas empresas Rio Tinto, CAEMI e Arthur Andersen, continua a nota.

vale do aço / VALE





Analistas apostam em papéis da Vale como opção de médio ou longo prazo

Mesmo enfrentando uma maré de notícias ruins - cobrança de tributos pelo governo na justiça, discussão sobre pagamento de royalties de exploração de minério, resultados piores do que se esperava -, a Vale continua na lista de recomendações de uma boa parte dos analistas. De um universo de 16 casas que acompanhavam a companhia nos últimos três meses, segundo a "Bloomberg", 13 tinham indicação de "compra" ou "performance acima da média do mercado" no último dia 30. Outras três recomendavam "manutenção".

O argumento é que os preços já tinham sido arrastados pela correnteza. "A Vale está muito barata", destaca a estrategista da Itaú Corretora Cida Souza. Na segunda-feira, os papéis preferenciais (PN, sem voto) classe A da mineradora encerraram o pregão - espremido pelo feriado do Dia do Trabalho - com queda de 0,12%, cotados a R$ 41,45. "Quando as ações caem para perto de R$ 40, R$ 41, quem está fora de Vale começa a fazer conta e volta a montar posição", argumenta Cida, o que abre espaço para apostar numa correção.

Nesse nível de preço, o risco de queda do papel é muito baixo, argumenta a estrategista. E indica, pelas contas da Itaú, que a ação está sendo negociada a um múltiplo EV/Ebitda (relação entre valor da empresa e geração de caixa) próximo de 4,5 vezes para 2012 - bem abaixo da média histórica de 8,4 vezes dos últimos quatro anos, segundo cálculos do Valor Data com base em dados da Economática. Já a relação entre o preço da ação e o lucro (P/L, outro indicador que mede o tempo que se levaria para reaver o capital aplicado) estimado para 2012 é de 6 vezes, ante a média de 11 vezes calculada desde 2008.

Também sob o ponto de vista do retorno com os dividendos ("dividend yield") a serem distribuídos pela Vale, o mínimo de 5% para 2012, segundo a corretora, é considerado atraente. Para os papéis, a Itaú trabalha com preço-alvo de R$ 53,00 no fim do ano, o equivalente a um ganho potencial de cerca de 28% em relação ao fechamento de segunda-feira. O preço-alvo de consenso do mercado, segundo a Bloomberg, está pouco acima, em R$ 55,34, o que amplia o espaço de valorização para 33,5%.

Os investidores devem ter em mente que o preço justo leva em conta os fundamentos da empresa e projeções de indicadores macroeconômicos. Sabe-se, contudo, que a ação, para andar, depende de uma série de outros fatores, como um ambiente internacional favorável ao mercado de ações, fluxo etc. Hoje, destaca Cida, as ações da Vale não têm encontrado força para superar o teto de R$ 44 no curto prazo. "A Vale ainda tem questões pendentes que limitam o ganho, como o litígio envolvendo a cobrança de tributos pelo governo sobre lucro de subsidiárias no exterior."

Para a estrategista, isso atrapalha mesmo que a perspectiva seja de que a empresa alcance uma solução favorável. Na sexta-feira, a companhia informou que apresentou carta de fiança no valor de R$ 1,7 bilhão para garantia dos valores cobrados em execução fiscal, uma demanda da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), apesar de a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em vigor impedir o prosseguimento de qualquer medida administrativa ou judicial para cobrar os débitos.

Em relatório divulgado na segunda-feira, o Deutsche Bank assinalou que foi surpreendido com o pedido de garantia solicitado à Vale, mas que isso não mudava a visão de que as ações da mineradora estão atrativas. O Deutsche tem indicação de compra para o papel. Segundo o banco, apesar de a Vale ter divulgado lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) abaixo das expectativas do mercado, como boa parte do que prejudicou o resultado deve melhorar nos próximos meses, a tese de investimento se justifica.

A queda no resultado ocorreu principalmente em consequência de menores volumes de venda de minério de ferro e metais básicos, e menores preços de venda. Além disso, chuvas além do esperado no trimestre restringiram os embarques de minério de ferro e foram responsáveis pelo aumento pontual dos custos.

No universo dos grandes grupos, Cida, da Itaú, diz que não há como não ter Vale na carteira. Segundo ela, além da expectativa de melhora dos resultados do segundo trimestre, o ainda crescente consumo de aço pela China, embora em ritmo muito mais lento, e a demanda de economias emergentes devem fazer com que os preços do minério de ferro voltem a andar, ficando em torno de US$ 145 a tonelada. A corretora cita ainda os acréscimos limitados de capacidade produtiva no curto prazo e a menor oferta da Índia. O atual preço à vista, de quase US$ 150, é a melhor indicação de que o equilíbrio entre demanda e oferta permanece relativamente pressionada, pontua a Itaú.

terça-feira, 1 de maio de 2012

vale do aço / USIMINAS




Desvalorização cambial traz para o radar ações menos óbvias


Dada a complexidade do mundo real (e o mercado acionário não é diferente), o homem utiliza um número reduzido de regras para operar. Embora esses “atalhos” sejam úteis em alguns momentos — por exemplo, ao escutarmos um barulho, tendemos a nos desviar para o lado oposto —, eles podem nos induzir a erros sistemáticos.

Avaliações simplistas de eventos complexos devem ser evitadas. Assim como quando nos deparamos com depreciações da moeda brasileira, analistas bradam: “Comprem as exportadoras!”. O real mais depreciado torna nossas exportações mais competitivas. É o lado mais visível da influência do câmbio.

Mas o desempenho de uma ação não é reflexo apenas de um fator. Tal como os acidentes aéreos são resultados de causas diversas. As exportações não são impulsionadas por um único indicador – o câmbio. É necessário que haja demanda para nossos produtos e as anêmicas economias europeia e americana não transmitem otimismo.

Além disso, é importante saber em qual patamar o câmbio se estabilizará. A maior parte dos economistas não espera uma contínua desvalorização do real a partir dos níveis atuais — ao redor de R$ 1,90. Logo, é prematuro tomar decisões de investimento com base exclusivamente no câmbio.

As ações da megaexportadora Vale estão depreciadas, logo são uma boa opção de investimento. Mas essa escolha não reside apenas no movimento conjuntural do câmbio, mas sim na comparação de seus múltiplos atuais vis-à-vis seus indicadores históricos e na sua política de dividendos mais generosa, que freia impulsos vendedores dos investidores.

Ações de companhias com foco na demanda doméstica continuam sendo a principal aposta dos investidores. E o efeito do câmbio pode trazer para o radar empresas desse segmento há muito esquecidas, menos óbvias. A desvalorização cambial também encarece os produtos importados. É o lado menos evidente, mais apagado da questão. Dessa forma, algumas companhias nacionais podem ganhar participação de mercado em detrimento dos importados. Setores que foram prejudicados pelas importações nos últimos anos podem sofrer um alívio – bens de capital (Weg, Romi), siderurgia (Usiminas, CSN), petroquímico (Braskem), têxtil (Coteminas).

vale do aço / CENIBRA












CENIBRA está entre as maiores da América Latina

A CENIBRA participou do SAP FÓRUM 2012, um dos maiores eventos de negócios e tecnologia da América Latina voltados para área de Tecnologia da Informação (TI).
Na ocasião, foram apresentados dois cases. O primeiro é o projeto Gestão de Processos Florestais (GPF), que consiste na implementação de um sistema para prover recursos de Planejamento e Controle das atividades referentes à Operação Florestal. Este projeto está em andamento e conta com a empresa INFLOR Consultoria e Sistemas.
Para entender um pouco mais do Projeto e sua relevância para a Cenibra assista a apresentação.
O segundo projeto apresentado consistiu na apresentação do software para geração e extração dos dados da EFD PIS/COFINS que visa atender ao Sistema Público de Escrituração Digital (SPED).
Links da apresentação:

http://youtu.be/j9N4AneIj38

http://www.sap.com.br/sapforum2012/agenda/apresentacoes/10392.pdf

segunda-feira, 30 de abril de 2012

vale do aço / USIMINAS / VALE




Ações beneficiadas podem estar no lado obscuro do câmbio
Dada a complexidade do mundo real (e o mercado acionário não é diferente), o homem utiliza um número reduzido de regras para operar. Embora esses "atalhos" sejam úteis em alguns momentos - por exemplo, ao escutarmos um barulho, tendemos a nos desviar para o lado oposto -, eles podem nos induzir a erros sistemáticos.

Avaliações simplistas de eventos complexos devem ser evitadas. Assim como quando nos deparamos com depreciações da moeda brasileira e analistas bradam: "Comprem as exportadoras!". O real mais depreciado torna nossas exportações mais competitivas. É o lado mais visível da influência do câmbio.

Mas o desempenho de uma ação não é reflexo apenas de um fator. Tal como os acidentes aéreos são resultados de causas diversas. As exportações não são impulsionadas por um único indicador - o câmbio. É necessário que haja demanda para nossos produtos e as anêmicas economias europeia e americana não transmitem otimismo.

Além disso, é importante saber em qual patamar o câmbio se estabilizará. A maior parte dos economistas não espera uma contínua desvalorização do real a partir dos níveis atuais - ao redor de R$ 1,90. Logo, é prematuro tomar decisões de investimento com base exclusivamente no câmbio.

As ações da megaexportadora Vale estão depreciadas, logo são uma boa opção de investimento. Mas essa escolha não reside apenas no movimento conjuntural do câmbio, mas sim na comparação de seus múltiplos atuais vis-à-vis seus indicadores históricos e na sua política de dividendos mais generosa, que freia impulsos vendedores dos investidores.

Ações de companhias com foco na demanda doméstica continuam sendo a principal aposta dos investidores. E o efeito do câmbio pode trazer para o radar empresas desse segmento há muito esquecidas, menos óbvias. A desvalorização cambial também encarece os produtos importados. É o lado menos evidente, mais apagado da questão. Dessa forma, algumas companhias nacionais podem ganhar participação de mercado em detrimento dos importados. Setores que foram prejudicados pelas importações nos últimos anos podem sofrer um alívio - bens de capital (Weg, Romi), siderurgia (Usiminas, CSN), petroquímico (Braskem), têxtil (Coteminas).