quinta-feira, 3 de maio de 2012

vale do aço / MINERAÇÂO







Entidades defendem criação de fundo para reparar danos causados pela mineração


Movimentos sociais ligados aos direitos humanos e à defesa do meio ambiente, além de sindicalistas e representantes de movimentos comunitários, defenderam nesta quinta-feira a criação de fundos sociais para reparar os danos causados às comunidades pela atividade de mineração. A proposta de criação de fundos foi discutida em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

A ideia é que esses fundos, geridos com por conselhos comunitários, recebam parte das rendas obtidas com a mineração e apliquem esses recursos não apenas na reparação de danos provocados pela atividade como na promoção do desenvolvimento sustentável nos municípios mineradores. Para o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, a ideia do fundo é “interessante” e deverá ser debatida pelo Congresso.

Segundo o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG) Rodrigo Salles Santos, a proposta é que o Estado ceda parte dos royalties obtidos com a atividade para os fundos sociais. “Os fundos, diferentemente dos royalties, beneficiariam diretamente as populações afetadas”, explicou. “Eles devem servir para diversificar a economia local”, complementou. Santos realizou estudo sobre a criação dos fundos para o Observatório do Pré-Sal e da Indústria Extrativa Mineral, com apoio de outras organizações não governamentais.

De acordo com o professor, deveriam ser beneficiárias desse fundo social todas as comunidades afetadas pela rede produtiva da atividade mineral, que engloba desde a extração à exportação, passando pelo processamento.

Desigualdades sociais
O presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), que propôs o debate, disse que é preciso que haja uma repartição da riqueza mineral produzida no Brasil, de forma a diminuir as desigualdades sociais no País. Dutra cita como exemplo o corredor Carajás, que corta 23 municípios no Maranhão e 4 no Pará, por onde são transportadas cerca de 465 milhões de toneladas de minério de ferro para embarque no terminal ferroviário de Carajás, no município de Parauapebas (PA). “Os péssimos indicadores sociais dessa região atestam o desequilíbrio entre os benefícios e os danos da atividade”, diz o deputado.

Dutra criticou a ausência da empresa mineradora Vale do Rio Doce, que foi convidada para participar da audiência e não compareceu.

O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Cláudio Scliar, afirmou que os indicadores sociais ruins de alguns estados não são fruto apenas da atividade de mineração. “A mineração compõe 3,8% do Produto Interno Bruto brasileiro”, disse. “O Brasil não é um país mineiro; a mineração é importante apenas para alguns estados”, completou.

Na visão de Scliar, um dos problemas do setor mineral hoje é a baixa participação governamental na renda mineral. “Os nossos royalties são muito baixos”, afirmou. Ele também atesta a inexistência de mecanismos que possibilitem políticas de interesse nacional e a fragilidade institucional do órgão regulador do setor, além da utilização de direitos minerários em práticas anticompetitivas, entre outros problemas. Para o representante do ministério, esse quadro é fruto da desatualização do atual Código de Mineração, que é de 1967.

Novo código
Segundo Scliar, a prioridade do ministério é a elaboração do novo código. Entre outros pontos, esse código deverá criar o conselho nacional de política mineral e vai prever contrato de concessão para a atividade, com prazo definido. Além disso, o objetivo é que as empresas façam pagamento ao Estado por ocupação ou retenção de área – ou seja, pagamento também durante a exploração, e não apenas na fase de pesquisa, como é hoje. Pela proposta, será criada ainda a Agência Nacional de Mineração, que vai monitorar, fiscalizar e regular as cadeias produtivas de base mineral.

O representante do Sindicato Metabase de Congonhas (MG), Valério Vieira, acredita que a criação de uma agência reguladora não resolverá os problemas do setor. “A Vale do Rio Doce não paga impostos e não respeita as normas de segurança para os trabalhadores e nem as comunidades”, afirmou. Conforme o sindicalista, 13 trabalhadores já morreram em acidentes dentro da Vale do Rio Doce só este ano. No ano passado, foram 15 acidentes fatais dentro da empresa. Ele destacou ainda os altos impactos ambientais e na saúde das comunidades causados pela atividade de mineração.

Guilherme Zagalo, que representou na audiência a rede social Justiça nos Trilhos , disse que falta ao governo agregar à sua proposta o ponto de vista das comunidades afetadas pela mineração. A intenção da rede social é de que a proposta de fundos sociais seja agregada ao anteprojeto de novo código de mineração. Caso isso não ocorra, a proposta será levada separadamente ao Congresso, na forma de projeto de lei proposto por algum deputado.

Ele destacou ainda que a visão da organização é de que o setor é pouco tributado. “Não são só os royalties que estão baixos, mas também a carga tributária”, destacou. Ele ressaltou ainda que, no atual modelo do setor, não há previsão de nenhum tipo de reparação dos danos para as comunidades por parte das empresas exploradoras da atividade.

fonte: http://www.boainformacao.com.br

vale do aço / VALE




Vale tem US$ 7,7 bilhões de investimentos em projetos na África

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou hoje que a empresa tem em sua carteira US$ 7,7 bilhões de investimentos em projetos em nove países africanos. Durante participação em seminário no BNDES, que tem a África como tema, o executivo ressaltou a importância do continente africano na estratégia da Vale e salientou que a região deve continuar a receber atenção da empresa.

Alguns segmentos citados por Ferreira, que estão recebendo e devem continuar a ter recursos da empresa, na África, são as áreas de cobre e de carvão. Para ele, esses segmentos têm potencial de crescimento de negócios da Vale no continente africano. “Nosso investimento, por exemplo, em Moçambique é altíssimo, equivale a um terço do PIB daquele país”, ressaltou.

Mas o executivo fez questão de ressaltar que a Vale não pretende chegar à África com postura “imperialista”. “Queremos chegar de forma sustentável, ampliada, com responsabilidade social”, afirmou.

Ferreira declarou ainda que a companhia tem interesse em ajudar na formação da mão de obra e contribuir com empreendedores locais para criar e desenvolver rede de fornecedores para os projetos da empresa no continente africano.

vale do aço / MINERAÇÃO


Setor vai investir cerca de US$ 75 bi até 2016, prevê Ibram

O setor de mineração no Brasil deverá investir US$ 75 bilhões de 2012 a 2016, de acordo com um levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) divulgado nesta quarta-feira. O valor, segundo a entidade, é recorde e representa um aumento de 9,5% em relação à programação anterior (2011-2015). Conforme o Ibram, o maior interesse em projetos minerais reflete o cenário de demanda aquecida por minérios, além dos preços elevados dos insumos. A entidade destacou que, no ano passado, a Produção Mineral Brasileira (PMB) atingiu US$ 50 bilhões e deverá crescer 10% neste ano. Ainda no ano passado, as exportações de minério de ferro representaram cerca de 81% das exportações totais de minérios.

fonte:DCI

quarta-feira, 2 de maio de 2012

vale do aço / ACELORMITTAL





ArcelorMittal foca Brasil e Canadá


A ArcelorMittal, a maior produtora mundial de aço, está focando seus investimentos no Brasil, Canadá e Libéria, enquanto a índia, onde tem havido pouca tração nos três projetos de grande escala voltados para o aço, não aparece como destino de investimentos elevados.
"Nossos investimentos estão focados, atualmente, na expansão de nossas minas existentes de minério de ferro e alguma expansão de capacidade em aço no Canadá, Brasil e Libéria", disse ontem o presidente Lakshmi Mittal. "Consumimos e compramos muito minério de ferro, Lakshmi Mittal Presidente da ArcelorMittal então estou buscando áreas onde podemos expandir nossas operações de mineração a custos baixos e de forma que agregue valor ao nosso negócio. Então, temos investimentos importantes no Canadá e continuamos investindo no Brasil e na Libéria", acrescentou.
Ele disse que a índia, embora permaneça prioridade elevada para a empresa como um importante país emergente, está abaixo na lista de países nos quais está investindo atualmente. "Capital é escasso e na índia, para quatro de nossos projetos existentes, os processos regulatórios ainda estão tramitando", disse Mittal. "Sinto-me mal e um pouco preocupado", disse ele sobre três dos projetos na índia. "Mas não há forma para que eu ignore a índia e não estou desistindo dos projetos".
Ele argumenta que a "taxa anual de crescimento de 7% a 7,5% da índia é alta e motivo de inveja para o resto do mundo".
O executivo afirmou ainda que a ArcelorMittal não está excessivamente preocupada sobre a desaceleração em escala global da demanda por aço. "Aço é um setor Cíclico. Mas, mesmo agora, o consumo aparente de aço global está se mantendo a uma taxa anual de crescimento de 4%".

fonte:Jornal do Commercio

vale do aço / USIMINAS / USIMINAS MECÂNICA









Setor metal-mecânico no Vale do Aço encontra solução para crise

Em algumas empresas, registro de crescimento de até 30% nas vendas
Novos contratos não param de chegar numa indústria de Ipatinga. Com 17 anos, a empresa do ramo metal-mecânico tem 350 funcionários. Nos últimos dois anos, registrou crescimento de 30%. E hoje atende clientes no Brasil inteiro.

A diversificação de clientes foi decisiva para o bom momento da indústria metal-mecânica no Vale do Aço. Cenário oposto ao vivido pela Usiminas. No primeiro trimestre deste ano, a siderúrgica amargou um prejuízo de R$37 milhões. A Usiminas Mecânica, empresa ligada ao grupo, demitiu 200 funcionários recentemente.

Segundo o economista Sérgio Pires, o desempenho é reflexo de um mau momento do setor no Brasil, e se deve a fatores como a crise econômica na Europa e nos Estados Unidos e à forte concorrência dos produtos chineses.

Muitas indústria dos setor metal-mecânico do Vale do Aço surgiram para atender siderúrgicas da região. Mas com o passar dos anos, elas concluíram que o melhor era diversificar a produção e começaram a investir na fabricação de peças para outros setores, como o naval e a mineração. Atualmente, no Vale do Aço, existem quase 50 indústrias do ramo e empregam aproximadamente dez mil pessoas. Segundo Anízio Tavares, diretor de uma empresa, alguns fatores impedem uma expansão ainda maior do setor. Mesmo assim, a expectativa é de mais crescimento. Na empresa de Aloísio, a meta é expandir em 12% este ano. Em outra de Ipatinga, 20%.

E muitos empresário dizem: cada vez mais a indústria metal-mecânica do Vale do Aço ultrapassa os limites da região e chega a todo país.


fonte:http://in360.globo.com